Thursday, February 23, 2012

*


Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e as coisas:
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
... Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.

( Pablo Neruda )

Wednesday, February 22, 2012

relevos


ah! esta luz que percorre os relevos da alma

Saturday, December 31, 2011

2012


"Por onde fores minha princesa
Serei teu vento, tua certeza
E os caminhos do alto por mais baixos que forem
Serão nosso alento, nosso abrigo, nossas flores."

Só gostaria de agradecer
Obrigada !!!!!!!

**

Tuesday, October 11, 2011

vento



- Ela é tão livre que um dia será presa.
- Presa por quê?
- Por excesso de liberdade.
- Mas essa liberdade é inocente?
- É. Até mesmo ingênua.
- Então por que a prisão?
- Porque a liberdade ofende.
*
vento no rosto
.

Tuesday, October 04, 2011

"Se quer saber, nunca é tarde demais para ser quem você quiser ser; não há limite de tempo, comece quando você quiser."
(trecho da parte final do filme “O Curioso Caso de Benjamin Button)

Friday, September 30, 2011

Sunday, August 21, 2011

poema

se em sonho é possivel...
o poema será um dia escrito
na pele

Saturday, August 20, 2011

 "O exercício do amor verdadeiro não pode cansar o coração". (Emmanuel).

Saturday, August 13, 2011

ah! este brilho novo que surge...

.

Tuesday, August 09, 2011

chuva..

gota de chuva
no beiral da janela
rolam cristais

AC





Saturday, July 30, 2011

devaneios

voraz, encontra as beiradas da razão, liquefaz...
sobram instantes de lucidez e de loucura. Habitam mesmo espaço.
Confundem-se, consomem.

Não quero negar a verdade sólida pura.
Me vesti hoje do nascer do sol,
mergulhei na chuva do dia e sem me arrepender
segui o sonho.
Meu sonho tomou-me as mãos e me levou a vagar pelas nuvens.

em minha memória fez-se rodopiar feito pião...
sinto a vida e sorrio...

AC

Monday, July 18, 2011

...

quero Paz, água cristalina, vento no rosto, quindim, pipoca, arte e alegria...

amor, perfume de rosa, música, pés descalços, amigos e esperança...
sonhar, sorrir, contar histórias e ouvir...
carinho, trabalho e dasafios...

chegar no final do dia, no final do ano, no final da vida e dizer:
num suspiro, vivi!!!



.

Saturday, June 25, 2011

Thursday, June 23, 2011

.

o rei novamente nu se volta para os holofotes.
no lugar que estava ermo, surgiram as flores...
o rei precisa de flores, suas vestes... é assim que deve ser.
.
todos os silêncios foram para o espaço...

desintegraram na curva do vento.
.

sou rainha do meu reino de ventos sutis...
e o sol, de vez enquando, em sonhos... a visitar-me.
segue o vento..

.

Sunday, June 19, 2011

visões



entre a luz e o negro
nuances de dissipam...
translúcido véu lúcido

porém, as formas tornar-se-ão mais precisas
quando os olhos se fecharem.

.
ARCtti

Friday, June 17, 2011

no fogo o gelo vai queimar

...

"Depois de te perder te encontro, com certeza, talvez num tempo da delicadeza, onde não diremos nada, nada aconteceu, apenas seguirei, como encantado ao lado teu."
 (Todo o Sentimento - Chico Buarque e Cristóvão Bastos)


em sonhos encontro o coração perdido...

Thursday, June 16, 2011

Há pensamentos que são orações.
Há momentos nos quais,
seja qual for a posição do corpo,
a alma está de joelhos.
(Victor Hugo)

.


Wednesday, June 15, 2011

Monday, May 09, 2011

entre o antes e o depois...
prendo minha respiração e silenciosamente aguardo o próximo passo.
fica uma sensação de mistério, algo improvável e inesperado...






Sunday, May 08, 2011

devaneio

não importa mais nada...
sem os sentimentos de outrora,

onde está.....

Wednesday, March 23, 2011

Tuesday, January 04, 2011

Antes da chuva

mas sobre as palavras, espalhadas pelo vento, sobraram algumas que encontrei pelo caminho... uma delas é silêncio, a outra tempestade. Tinha mais uma, mas estava meio escondida, ah! era a chuva ...

uma gota dela cai lentamente sobre minha face...

Adriana Carminati

Sunday, December 05, 2010

perfume

felino

pedrapétala

pétala pedra macia
espinhos
espinhos
sutilmente ferem

macia pedra
fria...

ARCtti

Friday, November 19, 2010

ah.....

cerâmica de Elzita Maria B. Carminati

Tomara que este coração não se transforme em pedra...
gélida e fria, apenas superfície.
Luto a cada dia para sentir nas mãos um pouco de esperança.
Acreditar na alma é o que me faz seguir...
Ai esta florzinha no meio do asfalto que insiste em crescer...

*
Esperança



Mário Quintana
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E


— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Sunday, October 31, 2010

silêncio

Eu não era pedra...
nem nuvem...
nem água que escorria pela janela.
talvez vento que suavemente passava entre suas mãos.

vento, brisa, tufão.

Arctti

Thursday, October 14, 2010

eu havia me esquecido
das palavras azuis

o abismo imenso
atravessei...

deixei todas as armas
antigas vestes
a estupidez amarga

comigo somente
um segredo

Wednesday, January 20, 2010

que passa?

Não creio que sentir ódio por alguém seja um bom negócio,

Mas se assim se faz bem, que o seja... em toda a sua verdade.

Pois que, ainda maior é a gentileza em não julgar sentimento.

Minha gentileza não possui tamanha “riqueza”

Ainda me pergunto? Porque odeias?



quem saberá se a pedra está no caminho ou se é o inverso....

Arctti

Saturday, January 16, 2010

que fútil vida seria...

Um dia, ... não há esperança.
Que o homem está com os dia contados.
Que?: como sem esperança?, eu acredito na raça humana!
Mas que propósito tem esta vida se não houver esperança?
Mesmo que os assombros caiam como chamas, ainda estamos aqui.
Mesmo que só haja um único dia,
Que seja de sol, dentro...
ainda creio.
Se não, poria fim,
E pronto.
Seria muito mais fácil.
.
Ainda creio mesmo que, eu, ninguém..
Ainda...
Mas que sentido teria?
Utopia? sim
Efêmero? sim
Real... ?
Quando isto acaba?
Quando acabar....
Silêncio ensurdecedor.

Arctti

Tuesday, December 15, 2009

Monday, November 23, 2009

coisas

23 de novembro

formigas no paralelepípedo
Olhos que às vezes tocavam o chão
por entre as formigas no puro paralelepípedo,
outras, percorria os deslizes das nuvens
que apavoradas com o vento de final de tarde,
se amontoavam abraçando-se umas nas outras
como um “q” de incesto inocente.

....

A palavra dita razão não lhe serve hoje,
Buscou por entre as linhas a razão de seus escritos,
só o que queria era compartilhar as formigas e as nuvens...
afável silêncio.
inquietude do vento...
solitário som translúcido da noite

...


na luz sonoramente vermelha, deslizou seu olhar
silenciosamente reparando os olhos verdes...
As vozes silenciaram, a música translúcida
fazia o corpo dançar.

e ela imóvel... permaneceu absorta naquele instante.
Só ouvindo seu coração pulsar.

Arctti


...

*
o silêncio

um

quase um arrepio

uma gota se perdeu no oceano

estrela veio buscar

mas...

onde escondeu?

nada a fazer.

suspiro...


...


15 de outubro
Escutar o silêncio do outro


“Capazes de insuspeita delicadeza”



*



Percorro as esquinas com os olhos da noite.

Na despedida do sol, um afago de lua...



*



Negaram-me a possibilidade de gritar.

Não impede que meu silêncio seja ouvido.

subscrevo-me.., no desengano, a certeza,



minha alma ainda diz,

ainda grita...

não se cala.



Arctti

Tuesday, November 17, 2009

O MILAGRE DA PEDRA.


PEDRA BRUTA, PEDRA MÁRMORE, PEDRA SABÃO, PEDRA POME,
OLHADA DE UMA DISTÂNCIA, APENAS UM BLOCO DE PEDRA, FRIA AO TOQUE, ÁSPERA, TALVEZ DE UM TOM CINZA ESCURO E SEM BRILHO, OU LISA, OU POROSA, IMERSA NO PRÓPRIO SILÊNCIO E NA PRÓPRIA FRIEZA.
SOB O OLHAR ARGUTO E SENSÍVEL DE UM ARTISTA E SOB SUAS MÃOS CALEJADAS MAS CAPAZES DE INSUSPEITA DELICADEZA E AO MESMO TEMPO DA FORÇA QUE O CINZEL EXIJE, VAI SENDO MOLDADA POUCO A POUCO, TOMANDO FORMAS QUE SE AVIZINHAM DO NADA, COMO QUE DE COISA NENHUMA, PARA DESACOSTUMADOS OLHARES.
UM GOLPE AQUI E OUTRO ACOLÁ, UMA MIRADA DE LONGE, MAIS UM GOLPE E UMA MIRADA, SENTINDO AS POSSIBILIDADES, VISUALIZANDO E IMAGINANDO, CRIANDO, GOLPEANDO, FORMAS VÃO SE DEFININDO MUITO CUIDADOSAMENTE.
A CRUEZA E A BRUTEZA EM PÓ E LASCAS SE DESFAZENDO.
UMA CABEÇA, CABELOS AO VENTO, TESTA E OLHOS, NARIZ, A FACE E A BOCA NUM ESGAR DE ESPERA ENTREABERTA, LONGO PESCOÇO, SUA NUCA, SEUS OMBROS, BRAÇOS E MÃOS, O PEITO E OS SEIOS. UM VENTRE LISO, ACHATADO, MAS NUMA OFERENDA PARA A VIDA QUE DALI PODERIA NASCER NÃO FOSSE PEDRA, O ENTUMESCIMENTO DO PÚBIS, AS COXAS, PERNAS E PÉS.
UM BRAÇO E MÃO NUM GESTO PARA CIMA E O OUTRO TOMBADO EM TORNO DO PRÓPRIO CORPO, SUGERINDO A MÃE TERRA DE ONDE ELA MESMA VEIO, EIS ALI O MILAGRE DA ARTE E SUA CRIAÇÃO, SUAS POSSIBILIDADES, TRANSFORMAR PEDRA EM ALMA E SENTIMENTO.

Mariléa Keinert Castor.
27/09/2009.

Wednesday, September 30, 2009

Coração



Sou parte insignificante deste mundo áspero...
Atrevo-me a sentir, e em sonho sou livre...
Desperte-me da covardia de viver em paz.
Se meus sonhos extravasam os portais da razão,
Sou mísero desejando o vento na face.
Nada mais...
e,

Percorro meu mundo,

E se no amor, me dilacera razão,
É por que amo ao infinito
O que me sustenta matéria em vão,
É o que sinto na luz e na escuridão.
Na compreensão das coisas todas
Me refúgio no coração,
Que nada mais quer
Vento, tempestade, sussurro breve e canção...


Arctti

Tuesday, August 18, 2009

dia

dia
O vento a cantar baixinho,
No suave toque dos dedos,
No suspiro
E na noite...
um quase silêncio
Apenas o ruído dos nossos sonhos
O vento. Agora, mudo...
soprava o véu da manhã...
Sol
acariciava o rosto... delicadamente
ARCtti

Monday, August 03, 2009

noctem

noctem
Minha razão para não tornar-se pedra tétrica do gélido invisível,
És tu...
Enobrece-me a alma ou me enlouquece, ilumina a luz camuflada pelo medo de ser,
meu ser.
Transbordam enfermidades tocadas pelo frescor do vento tempestade.
E o que habita em mim de luz e de noite,
na vertigem que sucumbe presságios vãos,
me embriaga pela possibilidade de voar.
Aos extremos dos sentidos...
incorpora o véu do amanhecer no negro,
que fugaz! luz obscura e obscena
invade o sangue e a alma.

ARCtti

Friday, July 03, 2009

almas roubadas

invisívelvisívelinvisívelvisívelinvisívelvisível

Não sei o que me dá forças.
Sei que o mundo se move de uma maneira
Intangível.
Se há sentido ou uma razão para tudo,
Só pode ser o brilho das coisas simples.
Inevitável,
Não quero entender.
Me nego ao entendimento.
Surpreendo-me.
Desafio é viver esta ilegalidade da alma.
Talvez por isto eu, nas linhas,
Dou forma e vida na matéria inanimada,
Muitas vezes me parece
Que elas têm mais vida que algumas...
Se alimentando de seu próprio umbigo,
Crêem que isto lhe dará conforto.
Nos detalhes se vê o todo,
Que segue a cada dia...
No invisível muitas vezes está a resposta,
Cada conquista diária me parece tão nada
Máscaras não convencem,
E atenta aos desenganos, me pergunto...
O que vale?
Absorvo o que vejo no segundo perdido.
Camuflo sensações.
Não é julgar, simplesmente não entender.
O significado do intervalo do segundo,
Poeira que surge para cegar,
Entardecer.
Decepciono-me comigo...
Por não saber entender.
Resta-me o lado que vejo.
Mesmo que o que vejo ...

ARCtti

Monday, June 15, 2009

um dia

Intenso...
segundo seguindo o rastro de um sorriso.
Preserve-se na caixinha de surpresa aquele momento escondido.
Mantenha-se no ar aquele brilho sentido.
Vestindo de alegria cada caminho escolhido.

ARCtti

Tuesday, June 02, 2009

alma minha

Alma se adapta ao tempo de mudança.Num sobre salto ou impulso de se erguer.A necessidade da vida transmuta o corpo.Uma lágrima gentilmente se desfaz.Devidamente a coloco no seu aprender.As emoções convergem. Dilaceraram a carne muitas vezes.Antes obtusas.Agregam sinuosas curvas.No entendimento do silêncio.Transmuto.
ARCtti

Monday, June 01, 2009

.

Tudo na vida é necessário.
Que se abram as portas do amanhã, de depois e...
Tudo terá sentido.

ARCtti

Thursday, May 28, 2009

haikai



nem o tempo, nem o mar.
na ausência do segundo,
o vento a disfarçar.

*

palavras.
se dissolvem,
resta o brilho.
poeira do vento.

*

em algum canto
escondida a docilidade,
delicadamente.




ARCtti

**


Por certo ainda, em dores não curadas.
O vento a soprar cintilante.
Espaços inabitados dentro de um vazio efêmero.
Passos lentos.
A pele arde pela ausência,
Numa solidão plantada pela dor de outrora.
Gesto obtuso se esvai, na tentativa
Inútil de não sofrer.

Numa outra paisagem,
Numa outra estação.
O frio se incorpora às cores dos olhos.
Mas o interno, sempre o calor do fogo.
Não se esvai.
Nunca.

Os sabores da lembrança,
Guardados na alma.
Cravam na pele, a delícia de sempre,
Inconfundivelmente amar.


ARCtti

Friday, May 15, 2009

Carpe diem



Carpe diem

o prazer, sacia.
a dor, alimenta.
a angústia, burrice.
a guerra, tormento.
o poder, submissão.
a paz, dádiva.
a alegria, espontânea.
a grandeza, sublime
a pequenez, insignificante.
a malícia, relatos.
os olhos cegos, aparências.
a estranheza num segundo.
o amor, escolha.
ARCtti

Monday, May 04, 2009

escolha

O passado vem e vai como onda de mar.
Vez ou outra trás uma concha de saudade,
Outras, sutilmente, espinhos nacarados.
Escolho para mim as conchas de vento.
ARCtti

Friday, April 24, 2009

sumir

Vejo arte como uma janela.
O que vejo, ah...
Refletem meus olhos.
Numa noite qualquer,
vou sair voando por ela.
Talvez não volte.
ARCtti