Wednesday, March 23, 2011

Tuesday, January 04, 2011

Antes da chuva

mas sobre as palavras, espalhadas pelo vento, sobraram algumas que encontrei pelo caminho... uma delas é silêncio, a outra tempestade. Tinha mais uma, mas estava meio escondida, ah! era a chuva ...

uma gota dela cai lentamente sobre minha face...

Adriana Carminati

Sunday, December 05, 2010

perfume

felino

pedrapétala

pétala pedra macia
espinhos
espinhos
sutilmente ferem

macia pedra
fria...

ARCtti

Friday, November 19, 2010

ah.....

cerâmica de Elzita Maria B. Carminati

Tomara que este coração não se transforme em pedra...
gélida e fria, apenas superfície.
Luto a cada dia para sentir nas mãos um pouco de esperança.
Acreditar na alma é o que me faz seguir...
Ai esta florzinha no meio do asfalto que insiste em crescer...

*
Esperança



Mário Quintana
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E


— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Sunday, October 31, 2010

silêncio

Eu não era pedra...
nem nuvem...
nem água que escorria pela janela.
talvez vento que suavemente passava entre suas mãos.

vento, brisa, tufão.

Arctti

Thursday, October 14, 2010

eu havia me esquecido
das palavras azuis

o abismo imenso
atravessei...

deixei todas as armas
antigas vestes
a estupidez amarga

comigo somente
um segredo

Wednesday, January 20, 2010

que passa?

Não creio que sentir ódio por alguém seja um bom negócio,

Mas se assim se faz bem, que o seja... em toda a sua verdade.

Pois que, ainda maior é a gentileza em não julgar sentimento.

Minha gentileza não possui tamanha “riqueza”

Ainda me pergunto? Porque odeias?



quem saberá se a pedra está no caminho ou se é o inverso....

Arctti

Saturday, January 16, 2010

que fútil vida seria...

Um dia, ... não há esperança.
Que o homem está com os dia contados.
Que?: como sem esperança?, eu acredito na raça humana!
Mas que propósito tem esta vida se não houver esperança?
Mesmo que os assombros caiam como chamas, ainda estamos aqui.
Mesmo que só haja um único dia,
Que seja de sol, dentro...
ainda creio.
Se não, poria fim,
E pronto.
Seria muito mais fácil.
.
Ainda creio mesmo que, eu, ninguém..
Ainda...
Mas que sentido teria?
Utopia? sim
Efêmero? sim
Real... ?
Quando isto acaba?
Quando acabar....
Silêncio ensurdecedor.

Arctti

Tuesday, December 15, 2009

Monday, November 23, 2009

coisas

23 de novembro

formigas no paralelepípedo
Olhos que às vezes tocavam o chão
por entre as formigas no puro paralelepípedo,
outras, percorria os deslizes das nuvens
que apavoradas com o vento de final de tarde,
se amontoavam abraçando-se umas nas outras
como um “q” de incesto inocente.

....

A palavra dita razão não lhe serve hoje,
Buscou por entre as linhas a razão de seus escritos,
só o que queria era compartilhar as formigas e as nuvens...
afável silêncio.
inquietude do vento...
solitário som translúcido da noite

...


na luz sonoramente vermelha, deslizou seu olhar
silenciosamente reparando os olhos verdes...
As vozes silenciaram, a música translúcida
fazia o corpo dançar.

e ela imóvel... permaneceu absorta naquele instante.
Só ouvindo seu coração pulsar.

Arctti


...

*
o silêncio

um

quase um arrepio

uma gota se perdeu no oceano

estrela veio buscar

mas...

onde escondeu?

nada a fazer.

suspiro...


...


15 de outubro
Escutar o silêncio do outro


“Capazes de insuspeita delicadeza”



*



Percorro as esquinas com os olhos da noite.

Na despedida do sol, um afago de lua...



*



Negaram-me a possibilidade de gritar.

Não impede que meu silêncio seja ouvido.

subscrevo-me.., no desengano, a certeza,



minha alma ainda diz,

ainda grita...

não se cala.



Arctti

Tuesday, November 17, 2009

O MILAGRE DA PEDRA.


PEDRA BRUTA, PEDRA MÁRMORE, PEDRA SABÃO, PEDRA POME,
OLHADA DE UMA DISTÂNCIA, APENAS UM BLOCO DE PEDRA, FRIA AO TOQUE, ÁSPERA, TALVEZ DE UM TOM CINZA ESCURO E SEM BRILHO, OU LISA, OU POROSA, IMERSA NO PRÓPRIO SILÊNCIO E NA PRÓPRIA FRIEZA.
SOB O OLHAR ARGUTO E SENSÍVEL DE UM ARTISTA E SOB SUAS MÃOS CALEJADAS MAS CAPAZES DE INSUSPEITA DELICADEZA E AO MESMO TEMPO DA FORÇA QUE O CINZEL EXIJE, VAI SENDO MOLDADA POUCO A POUCO, TOMANDO FORMAS QUE SE AVIZINHAM DO NADA, COMO QUE DE COISA NENHUMA, PARA DESACOSTUMADOS OLHARES.
UM GOLPE AQUI E OUTRO ACOLÁ, UMA MIRADA DE LONGE, MAIS UM GOLPE E UMA MIRADA, SENTINDO AS POSSIBILIDADES, VISUALIZANDO E IMAGINANDO, CRIANDO, GOLPEANDO, FORMAS VÃO SE DEFININDO MUITO CUIDADOSAMENTE.
A CRUEZA E A BRUTEZA EM PÓ E LASCAS SE DESFAZENDO.
UMA CABEÇA, CABELOS AO VENTO, TESTA E OLHOS, NARIZ, A FACE E A BOCA NUM ESGAR DE ESPERA ENTREABERTA, LONGO PESCOÇO, SUA NUCA, SEUS OMBROS, BRAÇOS E MÃOS, O PEITO E OS SEIOS. UM VENTRE LISO, ACHATADO, MAS NUMA OFERENDA PARA A VIDA QUE DALI PODERIA NASCER NÃO FOSSE PEDRA, O ENTUMESCIMENTO DO PÚBIS, AS COXAS, PERNAS E PÉS.
UM BRAÇO E MÃO NUM GESTO PARA CIMA E O OUTRO TOMBADO EM TORNO DO PRÓPRIO CORPO, SUGERINDO A MÃE TERRA DE ONDE ELA MESMA VEIO, EIS ALI O MILAGRE DA ARTE E SUA CRIAÇÃO, SUAS POSSIBILIDADES, TRANSFORMAR PEDRA EM ALMA E SENTIMENTO.

Mariléa Keinert Castor.
27/09/2009.

Wednesday, September 30, 2009

Coração



Sou parte insignificante deste mundo áspero...
Atrevo-me a sentir, e em sonho sou livre...
Desperte-me da covardia de viver em paz.
Se meus sonhos extravasam os portais da razão,
Sou mísero desejando o vento na face.
Nada mais...
e,

Percorro meu mundo,

E se no amor, me dilacera razão,
É por que amo ao infinito
O que me sustenta matéria em vão,
É o que sinto na luz e na escuridão.
Na compreensão das coisas todas
Me refúgio no coração,
Que nada mais quer
Vento, tempestade, sussurro breve e canção...


Arctti

Tuesday, August 18, 2009

dia

dia
O vento a cantar baixinho,
No suave toque dos dedos,
No suspiro
E na noite...
um quase silêncio
Apenas o ruído dos nossos sonhos
O vento. Agora, mudo...
soprava o véu da manhã...
Sol
acariciava o rosto... delicadamente
ARCtti

Monday, August 03, 2009

noctem

noctem
Minha razão para não tornar-se pedra tétrica do gélido invisível,
És tu...
Enobrece-me a alma ou me enlouquece, ilumina a luz camuflada pelo medo de ser,
meu ser.
Transbordam enfermidades tocadas pelo frescor do vento tempestade.
E o que habita em mim de luz e de noite,
na vertigem que sucumbe presságios vãos,
me embriaga pela possibilidade de voar.
Aos extremos dos sentidos...
incorpora o véu do amanhecer no negro,
que fugaz! luz obscura e obscena
invade o sangue e a alma.

ARCtti

Friday, July 03, 2009

almas roubadas

invisívelvisívelinvisívelvisívelinvisívelvisível

Não sei o que me dá forças.
Sei que o mundo se move de uma maneira
Intangível.
Se há sentido ou uma razão para tudo,
Só pode ser o brilho das coisas simples.
Inevitável,
Não quero entender.
Me nego ao entendimento.
Surpreendo-me.
Desafio é viver esta ilegalidade da alma.
Talvez por isto eu, nas linhas,
Dou forma e vida na matéria inanimada,
Muitas vezes me parece
Que elas têm mais vida que algumas...
Se alimentando de seu próprio umbigo,
Crêem que isto lhe dará conforto.
Nos detalhes se vê o todo,
Que segue a cada dia...
No invisível muitas vezes está a resposta,
Cada conquista diária me parece tão nada
Máscaras não convencem,
E atenta aos desenganos, me pergunto...
O que vale?
Absorvo o que vejo no segundo perdido.
Camuflo sensações.
Não é julgar, simplesmente não entender.
O significado do intervalo do segundo,
Poeira que surge para cegar,
Entardecer.
Decepciono-me comigo...
Por não saber entender.
Resta-me o lado que vejo.
Mesmo que o que vejo ...

ARCtti

Monday, June 15, 2009

um dia

Intenso...
segundo seguindo o rastro de um sorriso.
Preserve-se na caixinha de surpresa aquele momento escondido.
Mantenha-se no ar aquele brilho sentido.
Vestindo de alegria cada caminho escolhido.

ARCtti

Tuesday, June 02, 2009

alma minha

Alma se adapta ao tempo de mudança.Num sobre salto ou impulso de se erguer.A necessidade da vida transmuta o corpo.Uma lágrima gentilmente se desfaz.Devidamente a coloco no seu aprender.As emoções convergem. Dilaceraram a carne muitas vezes.Antes obtusas.Agregam sinuosas curvas.No entendimento do silêncio.Transmuto.
ARCtti

Monday, June 01, 2009

.

Tudo na vida é necessário.
Que se abram as portas do amanhã, de depois e...
Tudo terá sentido.

ARCtti

Thursday, May 28, 2009

haikai



nem o tempo, nem o mar.
na ausência do segundo,
o vento a disfarçar.

*

palavras.
se dissolvem,
resta o brilho.
poeira do vento.

*

em algum canto
escondida a docilidade,
delicadamente.




ARCtti

**


Por certo ainda, em dores não curadas.
O vento a soprar cintilante.
Espaços inabitados dentro de um vazio efêmero.
Passos lentos.
A pele arde pela ausência,
Numa solidão plantada pela dor de outrora.
Gesto obtuso se esvai, na tentativa
Inútil de não sofrer.

Numa outra paisagem,
Numa outra estação.
O frio se incorpora às cores dos olhos.
Mas o interno, sempre o calor do fogo.
Não se esvai.
Nunca.

Os sabores da lembrança,
Guardados na alma.
Cravam na pele, a delícia de sempre,
Inconfundivelmente amar.


ARCtti

Friday, May 15, 2009

Carpe diem



Carpe diem

o prazer, sacia.
a dor, alimenta.
a angústia, burrice.
a guerra, tormento.
o poder, submissão.
a paz, dádiva.
a alegria, espontânea.
a grandeza, sublime
a pequenez, insignificante.
a malícia, relatos.
os olhos cegos, aparências.
a estranheza num segundo.
o amor, escolha.
ARCtti

Monday, May 04, 2009

escolha

O passado vem e vai como onda de mar.
Vez ou outra trás uma concha de saudade,
Outras, sutilmente, espinhos nacarados.
Escolho para mim as conchas de vento.
ARCtti

Friday, April 24, 2009

sumir

Vejo arte como uma janela.
O que vejo, ah...
Refletem meus olhos.
Numa noite qualquer,
vou sair voando por ela.
Talvez não volte.
ARCtti

Monday, April 06, 2009

poeira



já não sei mais sorrir.
minhas vestes antes brilhantes,
agora são um fino trapo de vida.
nutro a esperança,
de uma forma insana.
Me vejo nua.
Ja não me servem mais.
Prefiro me vestir de lua.
Os sentidos me trairam.
minha luz turva no reflexo,
abre-se no vácuo do tempo.
Se não há sorriso,
lágrimas!
de pura transparência
nos sentidos cegos,
já não ecoam como antes.
Se me perdi,
foi por esquecimento.

da minha alma,
do meu sangue,
das minhas vestes.

ARCtti

Tuesday, March 31, 2009

talvez eu tenha um par de asas tortas.
de vez enquanto consigo voar,
e...
é maravilhoso,
sentir o vento na face,
mergulhar nas nuvens.
aguardo a hora do azul sublime.

inigualável entardecer.

vez enquanto aterrizo meio no desalinho.
enterro meu nariz na areia quente da praia.
talvez só assim posso sentir, o vento, a areia, o azul,.

ARCtti

Saturday, March 14, 2009

*


Na ausência que senti,
Vi meu sonho por um triz
Não me negue o quer-te bem.
Minha razão enlouquece quando te vais.
O sopro de vida dá sentido às coisas.
Minha vida, se quer percebi,
Foi preenchida por você.
O presente não é dor, mas hoje sinto saudade.
Porque você é importante,
Teus olhos, teu sorriso, tua magia...
Não queira que eu esqueça.
Cada ponto, cada exclamação, cada verbo dito.
Cada pele tocada, ou abraço.

Porque amor a gente não esquece.
A gente sente.
Não é razão.
Também não é loucura, esta
Está nos domínios da paixão.

Você é um par de asas douradas.
Teu ser extrapola meu entendimento.
É assim que te sinto.
Se queres, deixa eu te cuidar.
E abraçar bem forte,
Você é a pessoa mais doce...
Deixa eu te querer.


Arctti

Wednesday, March 11, 2009

Querubins

Texto e imagem subscrevem-se no branco.
Olho em minha volta...
Cinzas que o vento sopra.
Destino turvo.
Numa esquina rostos desconhecidos,
Somos iguais... somos?

Numa ausência efêmera,
Percebo as ruínas.

Olhos cansados do silêncio, apaziguados pela “fé”.
Insisto em percorrer... minhas veias - à procura.
Uma distância sepulcral invade o dia.
Transborda na noite...

Olho-me no espelho,
Não o reflexo;
além...

Mistérios do silêncio sucumbem a carne.
Devaneios de terras distantes, alegorias da mente.
Isolamento necessário.
A noite incorpora o véu.

Tétricas palavras,
não é tristeza, nem melancolia, nem nada...
Constatação.

a chuva cai....
*

Monday, March 02, 2009

*

***
Coisas engraçadas acontecem na vida.
Motivos que te fazem lutar, sorrir, chorar...
todas estas forças contribuem para realmente sermos o que somos,
descobrir o que importa.
e...
o que é importante?
Lógica ao mistério?
*

Wednesday, February 25, 2009

impressões desatentas




Todo o ser humano é um estranho ímpar." Carlos Drummond de Andrade
adj (lat extraneu) Estrangeiro, externo.

De que estranho voz fala?
se estranheza a si próprio.
não, estranho a si.
aceitar o incomensurável.

não se precisa mais fechar os olhos internos.
não há mais tempo a contemplar.
mesclam-se duas ações.
nada mais.

é necessário "ver".

Tenho motivos pela alegria.
Não ao desalento!

Talvez felicidade seja uma viagem,
Em que se pode fechar os olhos e simplesmente sentir.

O vento....

isto é ver!!!
comunhão com tudo....

Monday, February 23, 2009

?


entre mundos pode haver uma distância enorme, mas pode haver uma fina linha...
forjando a matéria, pode se transforma-la, mas não sua essência.
Vejo paredes enormes,
aceitar o que se é, simplesmente...
não há mudanças,
não pode haver julgamento.
silêncio não por não saber, mas por saber.
Me calo pela injúria do desacato!
Nada me faz ser mais livre do que ser o que sou.
atitude,
não a do verbo, mas de sentir-se bem.
somente.
não há culpa, não há nada.
Sou do silêncio.
na partida ou chegada,
não sou nada, ou tudo....
aceitar um vulcão.
Sou verbo.
ARCtti

Sunday, February 22, 2009

20 de fevereiro
Você
Por ser somente assim, eu, mínimo na amplitude do ser, justifico minha existência no aprender em você, sublime forma, descompassada de vida, mínima, não há tamanho em você.
Sublima minha vida, não na sua existência, mas sim no me fazer ser vivo.
É você, não você, teu corpo não me lacera a carne, simplesmente, você que me invade a vida.
***
muito especial...
muito feliz....
obrigada.

Wednesday, February 18, 2009


esta pintura não fui eu quem fez. Mas, inevitável não mostrá-la....

ando a procura.
achei uma fagulha... nem sempre tudo está bem.
nem sempre mantemos a mesma alegria ou vigor.
por alguns momentos possuímos o instante perfeito,
veste-se o sorriso.
mantenha-se o mínimo de agradecimento.
mas o que não deve desaparecer nunca é a fé.
na sua maior grandeza, excelência do "maior".
a gratuidade persiste,
sem ao menos entender,
ganhamos o céu,
presença inequívoca de "um maior".
não cabe a nós entender,
mas simplesmente aceitar...

Wednesday, January 28, 2009

eu

sou blasfêmia,
alma que arranham a pele,
sangra em enfêmeros devaneios...
"antes" de qualquer coisa, existe "o ser".
próximo... tão perto e tão mistério... e tão luz...

vermes interiores sucubem à luz
vácuos do tempo...

feri a carne

penumbra...

tinha a lança nas mãos, e feri
nas mãos que se julgam inocentes...
feri...
transgredi meu próprio ser...
mas não me entrego a escuridão
nunca....
do nada, do Tudo,...... "a vida"

luz
sou verme
sou luz
monstro e criador
crio e destruo
nos segundos do tempo....
mesmo assim, acredito na luz!!!

ARCtti

Saturday, January 24, 2009

amor
sobre um tempo que nada sei.
vivo no olhar da noite fugaz.
fantasias,
tudo em mim transgride
tenho ele a companhia.
mais perfeita num segundo,
e outro, e outro...
preenchendo vazios.
no suspiro
algum sonho,
presente está
a todo instante...
ARCtti

*

Friday, December 26, 2008

2009

o ano passou
veio de mansinho
me surpreendeu
foi se revelando
e que presentes eu recebi
ALGO MUDOU.......
descobri a essência
incontida, que transborda....
neste ano que vem chegando
possuo somente esperanças
possuo a vontade de fazê-lo melhor
ARCtti

Tuesday, November 04, 2008

Divirto-me com o efeito dos pensamentos levianos.
Por hora, pesa-me o efêmero,
na noite devaneios me perseguem.
Ai de mim! Sentimentos me cercam,
e na "fluidez de água sentida"
não me perco.
Me conheço mais.
ARCtti

*

Friday, October 17, 2008

Ter fé!
indiscutivelmente,
sempre,
sem questionamentos.

Arctti

Wednesday, October 15, 2008

Reboco - escultura


Sou um projeto...
inacabado.
cabe a mim, a procura.
mãos atadas,
asas no espírito.
feito de barro,
meu corpo é mais...
ainda com o reboco fresco,
me construo.
Do que sobrou
eu tenho tudo.
minhas mãos,
podem tocar o universo,
minhas mãos podem
dar o acabamendo
numa forma sem cor...
nada mais.
ARCTTI
.

Tuesday, September 02, 2008

azul


Final de tarde não é triste.
Nunca vi cor mais linda,
um azul entre a luz e a noite.
Como se o dia trocasse de roupas.
E nós com aquele olhar "Voyeur"
escadalosamente a admirar...
ARCTTi
.

Monday, September 01, 2008

tinta

Muitas vezes sou ilegível,
tinta vermelha no papel carmim...
Um efeito para muitos insuportável;
para outros um código em tons.
Me cerco do silêncio
na folha branca de um amanhã qualquer,
hoje meu traço delineia o que vivo,
nada mais...
simplesmente e intensamente o presente.
ARCTTi
.

Wednesday, August 27, 2008

luz

a luz,
um encontro.
aparentes limites
me envolvem...
na penumbra danço
no colorido
da noite...
ARCTTi
.

Tuesday, August 19, 2008

devaneios



Tudo é incerto nesta vida! Não há garantias. E assim deve ser.
Mas basta um minuto de sol, para aquecer este coração.
Estou entre a loucura e o desacato às regras. De mim,
só basta saber que acredito, no maior e mísero sorriso.
Naquele olhar que fala ao extremo. Se me engano
ou se minha palidez reage ao inesperado. Ah! É inevitável.
Cada segundo, a vida muda, e isto por certo é viver.
Não me refugio nas margens de algum rio.
Hoje sou vento, viajo aos limites do inesperado.
E deve ser assim. A estranheza me percorre as veias.
Sou fogo que se eleva à medida do vento.
Ás vezes brando, ás vezes uma tempestade.
Conheça-me um pouco e saberás que nada sabe.
Porque me visto de mistério.
Visto a cor do dia, visto a cor da noite.
Meu mundo não para, até em sonhos se torna presente.
e neles eu me dispo, da cruel razão...
Sinto-me na margem de algum rio prestes a mergulhar.
E lá no fundo me encontro, a espreita!
Flutuo nas águas cristalinas...
Sou de pétalas jogadas ao vento.
Talvez, num piscar de olhos o vento...
ARCTTIi


.

devaneios


Asco ou fascínio? Fico me perguntando que dimensão se encontra a beleza?
Que é beleza! Tão simples? Algo que agrada, mas aos olhos de quem? Será um convite? Apelo ao nosso julgamento? Um corpo belo, uma estrutura óssea perfeita. E, em fim que é a perfeição? Somos imperfeitos por natureza. E assim seremos. O indiscutível se fundamenta no ego. Maior inimigo, causador de loucuras. Existe o feio no bonito e assim o bonito no feio. Não há regras para quem procura um olhar. E este é singular, embora, às vezes dominado por pseudo olhares, que se tornam comparativos. Não existe comparação, ao menos não deveria. O que se torna feio é a crueza da alma por certo. Indecifráveis seres imperfeitos. Julgamentos que são efêmeros, porque ora! Somos seres plurais e singulares. Ninguém é igual a ninguém. O que difere é a natureza intrínseca de cada ser. O que te faz belo? Não é a rispidez da casca. Mera embalagem, que o tempo consome. Num estado de embriaguez, somos portadores de severas leis sobre a aparência. Este mundo parece um jogo, um simples e complexo jogo. Não deveria ser assim! Temos muito a aprender, talvez, ver com outros olhos! Ou mesmo, fechar os olhos e enxergar de fato a realidade. Vemos o que queremos, ilusões, portadoras de um mundo invisível.
ARCTTi
.

Vida


Fechei meus olhos,
no silêncio do tempo...
senti o vento,
senti a chuva...
Aqui estou, mas não estou.
Viajo pela noite,
num sopro de nuvem.
vou e volto,
percorrendo instantes,
vácuos de sentir.
Fecho os olhos e vejo,
ela me pega de surpresa.
e assim de mão dadas,
fecho os olhos....
ARCTTi
.

Wednesday, August 06, 2008

onde....


Hoje, agora, olho para o lado.
Vejo só vazio, não estou em mim.
Traço linhas num espaço em branco.
minhas mãos rasgam a textura da tela,
como pele, que arranhada, grita!
Não estou em mim...
Hoje, me vejo... suspensa... pairando.
Que destino me reserva.
Um.
Apenas uma alma a vaguear pelo inexistente.
é uma estado, um momento...
mas que perdura.... será ao infinito?
Sinto um fio tênue.... que liga a algo.
O inesperado.
Um artista insólito...
vagueia.... pelas esquinas escuras.
Continuo a contemplar o vazio...
e se sucede... visceral.
Não estou em mim....
hoje não.... que lástima precinto?
que esperança maldita me vem...
Meu coração é um sangrar de vazio.
Olho para o lado... e nada.
só sombras...
De passado ou de futuro?
Hoje me perco de mim....
não há nada a esperar....
que me ilude... esperar.
Meu tormento, por um instante!
Um vácuo, talvez de alegria....
efêmera.
muitas vezes.... fugaz!
não estou em mim.
Onde estou? quem sou?
uma alma a contemplar somente....
por Deus onde estou?
vazio....
Será a alegria um engano?
felicidade!!! utopia do meu destino...
Vagueio pela noite....
será corpo ou será alma?
onde se encotram neste mundo....
Hoje não estou em mim....
Algum alguém usurpa meu eu....
minha vida se perdeu de mim....
um vendaval ou um mistério....
sou assim.
ARCTTi
.

Sunday, August 03, 2008

tempo

nas veias corre o sangue.
minhas raízes penetram na terra
a energia se eleva
e sinto em minhas mãos o céu.
me faço a cada dia.
E se incerta é a vida,
posso e acredito nas possibilidades infinitas
que transcendem o espaço invisível,
num só pulso numa só batida,
estampada no rosto a força
impenetrável
transcendendo os próprio limites
há sempre uma batalha,
somos nós dois efêmeros.
e indiscutivelmente eternos.
ARCTTi
.